Eu já havia pensado nesse tema há um tempo e durante o mochilão, ao visitar países bastante pobres, essa questão voltou com força em minha cabeça. Então pensei: " Por que não postar no blog de hagshamá, já que tem tudo a ver com isso e tenho outras 22 cabeças pensantes para debater e refletir sobre tal tema junto a mim?"
Qual é o melhor local para iniciar a realização de uma hagshamá pensando em termos absolutos, com o objetivo de mudar o mundo? Quando penso no assunto imagino de cara 4 lugares: Brasil, Israel, África e Europa ( esse último se aplica também a países ricos em geral).
O Brasil seria o melhor lugar para se começar uma mudança, para ser um agente de câmbio, já que foi o país em que nasci, com o qual me identifico e tenho a ambição de mudar. Há muito o que ser solucionado: violência, educação de má qualidade, desigualdade, só para citar alguns problemas.
Por outro lado lado fazemos parte de um movimento juvenil judaico sionista que, embora mundial, tem seu centro em Israel. Talvez lá fosse o lugar onde pudéssemos exercer nossos 4 pilares com maior plenitude e além disso juntar o maior número de integrantes em nossa caminhada rumo a mudança.
Outros diriam que ao iniciar uma transformação devemos tomar como ponto de partida a pior parte. A África é o continente mais pobre do mundo e vive uma situação de urgência. Muitos morrem de fome, muitos são doentes, muitos trabalham e conseguem apenas o suficiente para sobreviver, ou seja, continuar a viver, subexistir. Então é por lá que devemos começar, ir ao continente, ajudar essas pessoas e fazer projetos nesse sentido.
Uma última e também forte opção é começar nossa hagshamá pelos países ricos. É razoável a linha de raciocínio que defende que a desigualde gritante existente hoje dentro do sistema capitalista só irá diminuir quando houver uma conscientização por parte dos ricos (e por consequencia dos países ricos) de que é muito mais justo e saudável que eles abram mão de uma parte de seu grande poder aquisitivo ou de seu grande domínio econômico, o que, muitas vezes, impossibilita o desenvolvimento de países pobres. Por isso devemos ir até lá e educar nesse sentido.
Eu sei que nesse texto não trago nenhuma inovação ou sugestão para a concretização de nossa hagshamá, mas sim um ponto relacionado à construção dessa resposta e que tráz uma pertinente reflexão. Eu ainda não formei a minha opinião nessa questão. Vocês já?
Jonas
Eu acho um assunto muito importante esse que voce trouxe nesse texto que voce postou...
ResponderExcluirEu acredito que devemos comecar pelo lugar em que nos sentimos mais capazes de realizar algum tipo de mudanca, e um lugar que realmente possa ser acessivel a quem estiver disposto a realizar a hagshama. Eu tambem gostei muito da reflexao e nao tenho uma opiniao formada, mas acho que tudo depende dos objetivos reais que temos em mente.
Eu acho que vivemos em um pais que precisa muuuito da gente, mas a realizacao concreta de uma mudanca ou uma "revolucao" se torna muito mais dificil justamente por causa de todos os seus diversos problemas, que sao muito variados e as vezes grandes e profundos demais.
Ai eu me pergunto, se realmente somos capazes de fazer alguma mudanca efetiva no Brasil ou vamos acabar so criando a nossa propria sociedade alternativa e se fechando entre nos mesmos, como muitas vezes criticamos...
Por isso, talvez Israel, um lugar tambem bem acessivel para nos, seja um alvo mais facil de mudancas, ou um pais em que podemos sentir que realmente estamos fazendo alguma diferenca em ir morar la. Acho q tambem é um pais com muitos desafios (bem diferentes dos do Brasil, eh claro), e talvez eles estejam mais ao nosso alcance.
Nao quero optar pelo lugar que seja mais FACIL, e sim por aquele em que poderiamos mudar mais coisas ao longo da nossa hagshama.
Tambem nao tenho uma opiniao formada sobre isso, so quis expor um pouco da minha reflexao sobre o que o Jonas escreveu..
Ass. Rafa
por onde começar... boa pergunta... u achei a reflexão do Jonas muito boa, as opções que ele deu e tal mas eu, diferente de vocês, acho que tenho uma postura um pouco mais concreta a essa respeito.
ResponderExcluirA respeito da Africa, eu concordo que é um continente que precise de muita ajuda, é o continente mais miserável dos cinco, sim é um fato, mas com sinceridade, eu não me sinto nem um pouco a fim, e com vontade de ir criar a minha sociedade alternativa na África, eu quero sim sair do sistema e da sociedade que eu vivo hoje, mas a este continente não me é atraente.
Os países ricos, como o Jonas disse, adorei o argumento, realmente, esses países precisam de uma consciência para ajudar os outros para assim criarmos um desenvolvimento maior e sermos mais efetivos, mas essa idéia me parece muito distante, e pra te falar bem a real, eu quero que esses países vão se danar, não me identifico nem um pouco com eles e não quero lutar dentro deles, muito menos viver neles.
Brasil, topo, aqui sim eu me vejo efetivo, lutando ocm raça, e querendo mesmo que as coisas dêem certo, quero muito tirar o meu país do buraco, tenho um sentimento, me identifico, me sinto parte disso e posso sim me imaginar criando uma sociedade alternativa aqui e mudando alguma coisa.
Mas, como alguns já sabem, onde podemos concentrar as nossas forças no sentido de que lá podemos encontrar todas as nossas causas de luta, seria em Israel, em Israel encontramos com os nossos pilares, lá podemos ser efetivos na luta por um Israel exemplar para as demais nações, por uma igualdade entre povos, por uma liberdade religiosa, por uma sociedade alternativa forte, por um ecossistema equilibrado, pela preservação da cultura e da tradição judaica, pelo fortalecimento da corrente judaica humanista etc.
Além disso também quero ressaltar a questão de identificação, Israel é o único país no mundo além do Brasil no qual eu me sinto identificado e que eu gostaria de viver e lutar por. Então eu já deixo bem clara a minha opinião, VAMOS PARA ZION, ou ficamos no Brasil mesmo, porém, sempre lutando e na nossa própria sociedade alternativa, eu não quero ser parte desse sistema.
Agora comentando o que a Rafa disse, não quero o país mais fácil, tampouco o que eu serei mais efetivo, eu quero apenas lutar e morrer lutando e se possível poder me livrar desse sistema, e eu também não quero necessariamente ser um grande agente de cambio, se eu for, ótimo, se não, pelo menos eu quero estar tranquilo de que eu lutei muito, então na hora de optar por um país eu não penso em qual ser mais efetivo, isso para mim não é critério.
bjoss
boa reflexao, eu tambem nao tenho opiniao totalmente formada...
ResponderExcluirconcordo com o gaetan sobre africa e europa-apesar de serem bons focos pra se começar a mudança, nao sao lugares com os quais nos identificamos e tampouco foram países dos quais recebemos algo, diferentemente de brasil e israel, que respectivamente nos deram o lugar onde vivemos nossas vidas e uma segunda casa de portas abertas. eu acredito que teríamos que trabalhar para responder a uma sociedade com a qual temos contato e uma relação de troca.
contudo, israel ainda não me parece atrativa o suficiente. como vamos chegar a ser uma sociedade modelo, inspiradora de outros países do mundo, partindo de uma situação onde todos os países fronteiriços e mais alguns querem que desapareçamos? os judeus já são vistos como um povo "segregacionista", "arrogante" no sentido de sentir-se superior, "o povo escolhido" - quem vai aceitar inspiração vindo de um povo visto dessa maneira?
além do mais, há tambem os fatores que todos já conhecemos e debatemos, relacionados à política atual de israel. não podemos nos iludir achando que estamos 100 anos atrás buscando a realização sionista-socialista na construção de kibbutzim na terra ainda vazia de Israel. desde que essa ideia existiu tudo ja mudou, os kibbutzim estao em decadencia e o governo israelense é capitalista de direita. não podemos fingir que não vimos que esse tempo passou e que as coisas mudaram...
agora, meu problema é que o Brasil tampouco me parece ideal o suficiente. por isso meus dilemas e por isso não ter opinião formada... acho que como país é, sim, grande o suficiente para ter lugar e interessados, infinitos potenciais. mas perderíamos todos os outros companheiros que teríamos, shômricos, judeus, gente idealista do mundo inteiro que se identificaria com algo assim.
proponho que nos envolvamos com a ONU para persuadi-los a ceder uma ilha deserta do mundo em nome de um experimento social que seria nossa nova forma de sociedade. impossível? quem sabe...
po Noa achei massa a idéia de uma ilha mas eu não toparia, para mim um dos motivos que mais me fariam criar uma sociedade alternativa não é apenas de ser um exemplo, mas fazer um trabalho social efetivo na sociedade vizinha a minha, por isso que eu insito tanto em Israel, eu realmente gostaria de influenciar o lar nacional judeu, eu gostaria muito de viver uma sociedade ideal mergulhada na sociedade israelense, para que ao mesmo tempo que eu sou um exemplo de sistema,nao quero me isolar, mas sim mudar aqueles que estão a minha volta, e a causa de Israel é a que mais me comove já que eu tenho uma postura totalmente pró sionista e realmente quero mudar Israel e fazer daquele país um exemplo econômico, político, social, de igualdade, paz...
ResponderExcluiralém do mais, eu gostaria muito de tentar de alguma maneira mudar essa imagem que o povo judeu tem de ser segregacionista e arrogante.
bjoss gaetan